Acompanhamento prático Neotriad = mudança de hábitos.

Durante todo o ano passado, tenho feito o acompanhamento prático do Neotriad com diversas iniciantes da metodologia da Triad.

Quando imaginei este acompanhamento, quis fazê-lo o mais simples possível!  O mais informal possível pra que não ficasse massante ou distante, já que faço ele quase que completamente por e-mail, e reuniões online. O Objetivo era ensinar os primeiros passos para aqueles que precisavam botar  um pouco de ordem na sua vida profissional, ou até, pessoal.

Neste tempo, notei que um padrão se repete:

  1. Começo – euforia.
  2. 1º mês – dificuldades de adaptação (normal).
  3. 2º mês – uma dificuldade de ver razão em persistir, em acreditar no resultado.
  4. 3º mês – desistência.

Claro que o processo é diferente pra cada pessoa, afinal todos tem suas particularidades, problemas específicos, acúmulo de tarefas, etc.

Neste ponto é que minha ajuda alcança seu limite. Não posso, usando este tipo de acompanhamento, ficar ao lado do aluno, dizendo o que ele tem que fazer. É preciso ter “força de vontade” pra persistir e acreditar que é possível mudar alguns hábitos, em prol de um resultado melhor.

Quando percebi isso, mudei a abordagem simplificando um pouco mais o processo, começando com UMA coisa de cada vez, e personalizando ao máximo o atendimento. Escolhi objetivos mais simples, e fáceis de serem alcançados para que alguns resultado surgisse, e continuasse motivando o aluno a continuar.

Todos conhecem aquela máxima que diz que se você quer resultados diferentes, tem que fazer as coisas de maneira diferente. Fácil dizer, difícil de fazer.

Quando li O Poder do Hábito, me dei conta que o que faltava para isso funcionar, era alterar a recompensa. Quando vocês lerem o livro, verão que qualquer hábito e formato por uma tríade (que coincidência…):

Deixa – Rotina – Recompensa

Quando recebemos uma deixa, entramos automaticamente na rotina (execução), com o objetivo de chegar na recompensa (mental, física, emocional ou espiritual).

Exemplo: Quando temos que fazer uma tarefa grande e chata (deixa), procrastinamos ao máximo (rotina), para que o dia acabe, e possamos ir embora, ou botar a culpa pela não-execução em alguém, assim nos livrarmos da tarefa (recompensa = alívio mental)

Este é como eu vejo o  Loop do  hábito da procrastinação

Você faz isso?

O livro diz que mudando a rotina, ou  a recompensa, podemos modificar o hábito (de procrastinar a tarefa chata).

No caso do padrão que percebi nos acompanhamentos, a deixa era diminuir a angústia de não ter tempo pra nada. A rotina era mudar a maneira de tratar suas tarefas e compromissos e a recompensa era uma vida mais equilibrada.

Mas aos poucos, o cérebro, volta à uma rotina pré-estabelecia, e que dá menos trabalho, que é procrastinar, deixar pra depois, empurrar com a barriga, porque a recompensa chega mais rápido; se livrar da tarefa chata, e ter a sensação de alívio.

Me corrijam se eu estiver errado!

Abraço,

Gérson.